Domingo. Um bolo no forno logo pela manhã para espantar a inércia com aromas de infância e conforto. Vislumbro a rua pela janela, o verão que teima em não nos sair da pele como promessa falsa de que tudo é eterno. A musica a perseguir fantasmas em cada movimento do corpo a se contorcer de danças de outros tempos.
E o homem do assobio continua na rua, assobia à rua, à vida, na mesma melodia de sempre, olhamos-lhe de soslaio mas nada muda a sua trajectória ou melodia.
Os miúdos chamam... sinal de que o presente urge, e a emergência do aqui e agora é sempre a batalha que vence. Já cheira a bolo...
