"Escreve, se puderes, coisas que sejam tão improváveis como um sonho, tão absurdas como a lua-de-mel de um gafanhoto e tão verdadeiras como o simples coração de uma criança."
Ernest Hemingway
11.10.16
2.10.16
6.9.16
memórias...
"A memória organiza-se por caminhos.
Conhecemos as veredas do cérebro que temos de percorrer e nos conduzem às gavetas onde armazenamos imagens, odores, palavras, nomes, emoções, a inocência, pedacinhos do nosso eu e que sempre reabrimos para darmos valor ao passado, ou vida a pessoas que nos ensinaram a percorrer esses caminhos como borboleta a bailar em contraluz..."
Rui Vieira, Quase pescador
Excerto de texto retirado do Jornal de Letras, Artes e Ideias, 2016, n.1197, 8
"Quase pescador", Rui Vieira
Conhecemos as veredas do cérebro que temos de percorrer e nos conduzem às gavetas onde armazenamos imagens, odores, palavras, nomes, emoções, a inocência, pedacinhos do nosso eu e que sempre reabrimos para darmos valor ao passado, ou vida a pessoas que nos ensinaram a percorrer esses caminhos como borboleta a bailar em contraluz..."
Rui Vieira, Quase pescador
Excerto de texto retirado do Jornal de Letras, Artes e Ideias, 2016, n.1197, 8
"Quase pescador", Rui Vieira
5.8.15
31.7.15
Cifra
São eternamente 4h da manhã desde que comecei a olhar para o relógio ou porque antecipei ou parei algures num compasso de espera... a lua a conversar comigo.
Um livro de Antonio Tabucchi por ler, arranquei-o de uma prateleira há uma semana atrás, num ímpeto de me perder por novos tempos e lugares. Entretanto, a vida não me deixa concentrar, a cada linha que leio surgem imagens que até poderiam ser escritas mas eventualmente em cifra de outra maneira seriam igualmente complexas e indefinidas para quem lesse.
As insónias parecem parar o tempo num silêncio pesado que atravessa as paredes da casa. Não me inquieta apenas vou no embalo do que a vida me vai respondendo nestas conversas lunares.
"Um Diário não é isto. Diário é o daquele inglês que, para que ninguém o lesse, até uma cifra inventou. O que eu diria aqui se soubesse escrever em cifra!"
Diário, Miguel Torga
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