"direccionar a flecha primeiro para o próprio coração - defendem os mestres - para depois, sim, a poder projectar de modo certeiro, infalível, na direcção do alvo."
meia-noite. Candeias acesas no escuro da noite, ramos de alfazema no papel por escrever. Formas aladas em rodopio, asas de anjo e estrelas de papel. Poeira, poeira de sonhos nos dedos, vou de candeia acesa pelos labirintos da noite. Bom Natal!
há dias em que o lápis te foge, resiste como um objecto
estranho
persistes, esboças o rosto de cera apercebido no espelho, no
fundo quieto do rio
sorris
o lápis volta a obedecer-te
no rosto abrem-se olhos, flores, águas, cristais, lodos,
geometrias, fogos, animais sem nome que deixas à solta fora do teu corpo, em precária liberdade.