23.2.14
22.2.14
Nuvens...
Nuvens... Hoje tenho consciência do céu, pois há dias em que o não olho mas sinto, vivendo na cidade e não na natureza que a inclui. Nuvens... São elas hoje a principal realidade, e preocupam-me como se o velar do céu fosse um dos grandes perigos do meu destino.
...
Nuvens... São como eu, uma passagem desfeita entre o céu e a terra, ao sabor de um impulso invisível, trovejando ou não trovejando, alegrando brancas ou escureando negras, ficções do intervalo e do descaminho, longe do ruído da terra e sem ter o silêncio do céu. Nuvens...
Livro do Desassossego
9.2.14
frio
Não me
perguntem... hoje escrevi os mesmos desabafos de sempre, as mesmas linhas
tortas, as letras desiguais e tudo a rebentar de esperança, fúria, desalento,
um fogo na mão que o peito não aguenta... quase oração a um deus maior, assim
como todas as manhãs ainda de céu escuro, diante das estrelas me rendo e me
curvo por um caminho e uma luz que me salve.
Trago no peito
este outono que sonha primaveras... frescura, perfume, pétalas na saia
que rodo e enrolo entre os dedos como embaraços de vida.
E tudo isto me dói e com isto, as árvores nuas e
o frio... o frio.25.1.14
18.1.14
14.1.14
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