Volto em silêncio antes que as paredes me oiçam.
A prosa continua a deixar rasto mesmo que lhe perca o sentido, mesmo que o céu cinzento pinte os olhos e se esbata qualquer vestígio de brilho.
Visto os jeans e o melhor casaco, sigo em frente, mãos escondidas nos bolsos, se até do rosto me perdi. O espelho mentiu-me...
Os traços do sorriso não desabrocham junto ao coração, apenas esqueleto, traço e fogo, instante em explosão. Sei-lhe de cor, aurículas e ventrículos, sei pulsações e becos onde sangra desalmadamente... sei-lhe tempestades em copos de água, sei que cansado me dói.
Lá fora, há rios de cor, as luzes brilham diante da noite, um desafio à melancolia que se respira quando a noite vai alta.