25.6.17

Anoitecer

Finalmente a noite... e entre o tanto que se quer dizer e o que morre no cansaço do corpo, fica apenas um fio de voz que se estende num rasgo de loucura, um devaneio doce de saudade.
Há sempre um piano no peito que não morre ao compasso das tempestades que a vida teima em repetir. E há um gesto de inércia preso a cada movimento que vem de dentro...
As miragens dos pássaros são puro poema aos meus olhos, poderia adormecer em tamanha leveza.