4.1.15

Tempestades

Acordar trôpega embriagada por tempestades que assaltam horizontes. Não sentir firmeza em nada que se toque. Fugir do que resta. Abrigar sonhos e ferramentas num lugar desconhecido onde nada me comprometa e me prometa vida eterna de paz e felicidade. Fechar tudo isto num olhar triste e esconder o sorriso ingénuo que perdura mesmo que não haja fio condutor que me ligue a nada do que resiste e persiste dentro de mim. Dizer, sim, tens razão, mesmo sabendo que tudo é tão mais profundo do que as palavras sabem dizer. Ser eterna na forma de dar e sentir, no que me faz brilhar e libertar asas e gritar em esplendor. Ser tola enfim em flor de orvalho, cristalina visão quase inferno que me tatuaram na pele.

4 comentários:

  1. Poesia incrível em forma de prosa!

    BEIJO!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada Hugo pelo carinho das palavras… :-)

      Beijinhos!

      Eliminar
  2. Muitas luas passaram sobre a tua cabeça
    Muitos rebentos de verde nos cântaros nasceram
    Muitas palavras ficaram presas à alma
    Longe ou em qualquer lugar
    Há mulheres que sorriem com essa luz.
    Belo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Martini Bianco, obrigada pela poesia e presença!
      um beijinho

      Eliminar