21.10.14

"Não somos mais do que uma linha abstracta, como uma flecha que atravessa o vazio."

Gilles Deleuze e Félix Guattari,
Mil Platôs, Capitalismo e Esquizofrenia

4 comentários:

  1. Andy,
    Essa é uma frase que nos leva às profundezas mas, não o esqueçamos, é apenas uma frase. Como tal, manipulável, segundo a orientação que lhe queiramos dar. Um exemplo: para dar um simples passo, precisamos sempre de referências, sejam elas quais forem. Reconheço que a intuição, abstracta em si, poderá ser importante, mas até ela se baseia em factos anteriores, ou em anseios muito próprios, eles mesmo sempre dependentes de referências, ou ivências, anteriores. Para onde vais?, o que pretendes?, são questõrs inerentes à nossa humanidade. Que, aparentemente, ainda há muito por saber, isso concordo, quanto mais sabemos mais pequenos nos sentimos, mas existe sempre uma linha de orientação, às vezes difusa, que nos obriga, em prol de algo, a tentar, a tentar sempre. Isso, para mim, é muito, é algo que não me faz desistir.
    Caramba, estou a dar-me conta que isto era motivo mais que suficiente para uma reunião de amigos, em volta de uma lareira, com uma boa comida e um bom vinho alentejano. É melhor ficar por aqui. :)

    Um beijo :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Que bela partilha, AC! Pois na verdade como dizes, é uma frase com muitas cores e dela poderemos sentir ínfimas combinações.
      Eu sinto-a descrevendo a complexidade abstracta que cada um de nós na sua expressividade de ser, consegue tocar ou romper um silêncio… nunca imperceptível, nunca transparente mas ainda assim, sem linhas rígidas, difusa, leve, volátil…
      E ficou-me a lareira e a boa comida, a fermentar as palavras :-).

      Beijinho grande , AC!

      Eliminar