20.6.14

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Todas as manhãs a mesma sede de respirar o ar da manhã... hoje leve, calmo, doce no peito que arde tempestades. O sol desafia e faz promessas que tocam a pele em silêncio. Dava tudo para hoje ser um dia diferente ou ser-me diferente nas coisas iguais. Tudo existe perfeito ou não, na combustão do peito. É a arte de viver, e a minha sabedoria vive a léguas dessa paz interior. Fico-me pela janela, pelo perfume da manhã, pelo céu de ontem à tarde, pela música que me mantém viva e iludida que serei um dia borboleta em metamorfose.

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