20.6.14

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Todas as manhãs a mesma sede de respirar o ar da manhã... hoje leve, calmo, doce no peito que arde tempestades. O sol desafia e faz promessas que tocam a pele em silêncio. Dava tudo para hoje ser um dia diferente ou ser-me diferente nas coisas iguais. Tudo existe perfeito ou não, na combustão do peito. É a arte de viver, e a minha sabedoria vive a léguas dessa paz interior. Fico-me pela janela, pelo perfume da manhã, pelo céu de ontem à tarde, pela música que me mantém viva e iludida que serei um dia borboleta em metamorfose.

7.6.14

amanhecer

Por vezes acordamos de um leve dormir em que as ondas do sono se entregam à noite breve... mal o sol pousa nas neblinas ao fundo no horizonte, já o corpo tacteia a vertigem da manhã... A rua rompe num desabafo de vento com o sol a testemunhar o cabelo, o sorriso e o corpo num desalinho... E hoje foi mais um dia... amanhã será menos um, dois e mais dias, de tanto os querer parar no tempo. Encosto-me aos murmúrios que estão para lá dos carris, dos pássaros pousados nas árvores e das vozes das pessoas que passam... e revigoro-me nos dias que o tempo me oferece. 

reedição

6.6.14

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Parece céu de novembro, penumbra no horizonte e desconforto na pele... pássaro negro a sobrevoar tempestades na terra dos sonhos.