6.5.14

noite

começa a noite a abafar profundamente todas as coisas, é quase possível imaginá-la discreta mas eficaz, chegar como fumo azul negro devagar até aos lugares mais frágeis, arestas, caminhos, silêncios e por fim as estrelas a serenar qualquer dúvida. Acender uma vela diante da escuridão e ser sombra que finge dançar nas paredes ocas, pó de luz, sopro... ser lua redonda, tempestade, maré, brisa amarga e doce. Ser apenas, noite.

2 comentários:

  1. o adormecimento das estrelas não é a certeza do fim da noite... e como nós precisamos de sentir que o tempo é muito mais do que uma viagem contra alguma coisa...

    beijinho grande, querida amiga!

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    1. o tempo, o aqui e agora e o tanto mais que dele se dilui em estrelas, nas mãos de quem toca o infinito…

      beijo grande, querido amigo!

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