Nuvens... Hoje tenho consciência do céu, pois há dias em que o não olho mas sinto, vivendo na cidade e não na natureza que a inclui. Nuvens... São elas hoje a principal realidade, e preocupam-me como se o velar do céu fosse um dos grandes perigos do meu destino.
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Nuvens... São como eu, uma passagem desfeita entre o céu e a terra, ao sabor de um impulso invisível, trovejando ou não trovejando, alegrando brancas ou escureando negras, ficções do intervalo e do descaminho, longe do ruído da terra e sem ter o silêncio do céu. Nuvens...
Livro do Desassossego
e, no entanto, há tão e tanto mais para além das nuvens a desafiar retinas a jamais quererem deixar de ver...
ResponderEliminaro livro do desassossego, um dos mais inquietantes do universo maior de pessoa que era tanta gente que quase todos nele cabemos.
beijinho com saudades tuas, querida amiga!
as nuvens e as suas mil formas e para além delas, o infinito...
Eliminarquerido amigo, partilho o mesmo sentir relativamente ao livro do desassossego :-) é inquietante como o sentimos tão próximo do que somos...
beijos e saudades mtas!