9.2.14

frio


Não me perguntem... hoje escrevi os mesmos desabafos de sempre, as mesmas linhas tortas, as letras desiguais e tudo a rebentar de esperança, fúria, desalento, um fogo na mão que o peito não aguenta... quase oração a um deus maior, assim como todas as manhãs ainda de céu escuro, diante das estrelas me rendo e me curvo por um caminho e uma luz que me salve.
Trago no peito este outono que sonha primaveras... frescura, perfume, pétalas na saia que rodo e enrolo entre os dedos como embaraços de vida.
E tudo isto me dói e com isto, as árvores nuas e o frio... o frio.

12 comentários:

  1. O frio aquecido com as palavras com desalento e a música de celebração desta vida...
    Lindo. Bj

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    1. Querido Miguel, sempre um alento a tua presença.
      Obrigada!!!
      um beijinho grande

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  2. Andy:

    a palavra literária
    guia-nos
    durante a travessia
    do frio inverno.

    E a música
    dá sentido
    às dissonâncias
    e à vida
    dura.

    Beijos!

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    1. encontrei esta frase que ilustra um pouco as tuas palavras,

      "E do que precisamos?
      Anote aí, é pouca coisa: silêncio, arte e amor."
      Martha Medeiros

      beijo, querido Petrus!

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  3. o frio teima sempre em não se ir
    e nós vamos ficando, ficando

    beijinho

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  4. o frio a desafiar o veludo da garganta, mas a voz, essa, veste sentires e inaugura estadas cristalinas - sempre, seja qual for a estação.

    beijinho, andy, querida amiga!

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    1. amigo, sempre veludo, as tuas palavras.

      beijinho grande!

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  5. Há sempre uma luz que nos salva.
    Adoro os seus textos.
    Parabéns pelo talento.
    Beijinhos

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    1. Querida Inês, obrigada pela tua presença.
      um raio de luz as tuas palavras.

      Beijos!

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