5.1.14

tempestades

Tento permanecer de olhar calmo, escrever a palavra calma acima de todas as coisas e respirar dessa substância que enternece mas há sempre os ponteiros do relógio e o meu tempo, as tempestades e as folhas que se rasgam jamais sabendo unir... sei que abri portas e perdi chaves, sei que desiludi e não agarrei a hora em que o sol nasce para lá do olhar. Expliquei mal a timidez e só me resta murmurar com voz de algodão, mergulhar em mares serenos onde as ondas se desmancham como flores de espuma no areal. 
Desenhar passos na areia e dançar com algas nas mãos a canção do mar sereno a esconder tempestades.

3 comentários:

  1. Muito muito bonito, Andy!
    Fico sem palavras!

    beijo.

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  2. alguém diz, do outro lado da voz: há uma sempre alvorada a pingar em cada morrer do dia...

    beijinho, andy!

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  3. das tempestades nascem os castelos de areia
    beijinho

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