17.11.13

chávena de chá

um sopro fresco e doce de uma janela de sol
entro com esperança de não morrer de novo
(não disfarces) 
entro - ainda não oiço o coração

o horizonte anoitecido é sempre esperança
fecho os olhos doridos de tanto ver
e escondo-me numa chávena de chá
à beira de um dia de sol

2 comentários:

  1. maravilha de texto! tem aquele tom avermelhado dos fins de tarde no outono, só ali onde o calor de uma bebida quente procura confortar o sol de pés frios.

    beijos, querida andy!

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    1. matar a sede que não sabe adormecer numa bebida quente de emoções...
      beijinho, amigo!

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