10.10.13

madrugada

A madrugada trazia palavras minhas...a madrugada chegava antes de eu mesma acordar e ainda em sonhos segredava um campo de estrelas por desvendar. Podia ainda ser como o mar que vai e vem, e em cada onda de sal, as lágrimas-poema ao de leve no areal. Podia ser um sorriso sem retorno. Uma luz sem candeia. Uma sombra sem luar. Era tudo e nada. Era nada e tudo. Era apenas eu. Eu e o tempo. Eu e o mistério. Eu e as danças de infância. Eu solitária a rebentar gestos de vida. Sempre eu a cada desventura. 
Eu como em cada vela que se acende, se desvenda mil e uma sombras do que somos e queremos ser...

2 comentários:

  1. a madrugada e toda a sua magia feita de revelações e... impossibilidades. a madrugada e toda a luz que explode de dentro e irrompe para fora, acendendo cada pedaço de sombra exata. a madrugada e tu-poema.

    beijinho, querida andy!

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  2. "a madrugada e toda a luz..."
    e nessa intensidade do ser, conseguir adormecer explosões em forma de poema-silencio.
    belíssimas palavras, as tuas, amigo!
    beijinho!

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