27.10.13

anoitecer...

não consigo adormecer, teimo em deixar a janela aberta e sonhar demais. São as tais horas de nem saber a quantas ando. Remexo nas mãos que hoje toquei, nas frases que me iluminaram e me anoiteceram, e deixo o corpo embriagado do dia que não termina. Sonho-me serena como um campo de madressilvas ao vento. Doces perfumes me assaltam numa noite inquieta... escrevo e nem isso me sossega. Tragam bandeiras, archotes e sirenes e alguém que me acorde desta inquietação que se deitou a meu lado, infiltrando-se nos poros de uma noite sem fim...

4 comentários:

  1. "Tragam bandeiras, archotes e sirenes e alguém que me acorde desta inquietação que se deitou a meu lado, infiltrando-se nos poros de uma noite sem fim..."

    tão bom deixarmo-nos dormir...

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    1. :-) que se libertem pelo menos as palavras em pura catarse...

      beijinho, querido amigo!

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  2. Mesmo quando o corpo de prende à insónia, é possivel sonhar. Belos são os labirintos de todas as palavras por descobrir e grande é esse mundo que sempre nos abraça quando a vida nos inquieta.

    Um beijinho do tamanho de todos os mundos ;-)

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    1. "Belos são os labirintos de todas as palavras por descobrir e grande é esse mundo que sempre nos abraça quando a vida nos inquieta."
      belo o teu sentir, obrigada pela tua doçura, sempre! :-)

      beijinho enorme, querida amiga!

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