19.9.13

banco de jardim


O vento passa por mim e não me derruba mas tão pouco me serena ou liberta. Há um banco de jardim, fora do jardim, fico adormecendo tempestades e acordando as mesmas, como num círculo sem fim, nem piedade. As árvores agitadas dançam imitando esgares do meu corpo interior. Há o coração e esse maldito compasso, o corpo não se habitua e verga-se à escuta...
Não há nada como ler as árvores...seguras, resistentes, desvendando fragilidades nas finas folhas, dóceis e irresistíveis.

4 comentários:

  1. Andy,
    As árvores, ao fim e ao cabo, são fiéis ancoradouros, referências do perene e do efémero...

    Beijo :)

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    1. sempre AC, verdadeira inspiração e força da natureza.

      beijinho grande! :-)

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  2. todas as folhas do corpo se fazem maiores do que todos os pseudodeuses com lírios na voz e pedras nas mãos - que o saibam para o serem.

    beijinho, querida amiga!

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    1. ...voltem ventos calmos e serenos.

      abraço, amigo!

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