16.7.13

vento

Enquanto seguia o caminho de todos os dias, o mesmo regresso, o mesmo tempo, as mesmas nuvens e a mesma estrada... pensava em como já senti esse momento de tantas formas diferentes. Serei sempre eu, diferente a cada passagem... e tantas vezes as ruas já me conhecem e eu desconheço de que matéria vivo e que emoções me sustentam. Poderia chamar-me vento, brisa, tempestade, e assim talvez, ser voz em vez de silêncios, ser olhar sem desvendar medos. E enquanto a noite cabe dentro da noite, os livros fecham-se e as palavras ardem sob um candeeiro quente.

6 comentários:

  1. Muito lindo, Andy!
    Somos diferentes, em todos os momentos, e quando olhamos com atenção, tudo tem o seu quê de novo.
    Beijinho

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    1. tão verdade, maria eduarda!
      ...basta estarmos atentos às pequenas coisas, fazem toda a diferença.

      muito obrigada, grande beijinho!

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  2. em cada fogo lento, há sempre uma chispa, um crepitar mais vivo, uma acha que se desprende...

    beijinho, querida amiga!

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    1. e não há água que possa serenar...

      beijinho grande, amigo!

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  3. Andy,
    Talvez o segredo resida na noite, quando ficamos com o que resta das vestes do caminho...

    Beijo :)

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