30.7.13

azul profundo

abro a gaveta à procura do papel dobrado
e afundo os dedos num azul profundo
inverto os sentidos
e mergulho no céu de estrelas
o mesmo que cantei ainda criança
leio o horizonte em chamas
e soletro o rio
na transparência do sentir
onde a pele se toca
nervuras de folha em flor por abrir

2 comentários:

  1. algures entre o mar e o céu: arroubos e delírios habitados em tons de azul.

    de uma sensibilidade e uma delicadeza tocantes, andy! beijo meu!

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    Respostas
    1. nesse mar e céu onde as tonalidades se espelham...

      obrigada, querido amigo!
      um enorme beijinho

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