11.5.13

noite

hoje bem mais cedo, o tic tac do relógio de parede ecoa no silêncio. Sem quebrar nuvens, vou com pés de veludo saboreando o trilho das estrelas de um sono maior. Esta aconchegante carícia da noite faz-me lembrar que as insónias são apenas folhas de tecido rugoso a vestir os medos que nasceram do dia. distraída com isto, até parece fácil...
sombra que queima na fronteira do escuro, ponto de luz que anoitece no peito.
E secretamente as casas dormem...

6 comentários:

  1. a noite que se dissolve, lentamente, dentro do corpo, a apagar silêncios com luz própria.

    beijinho, querida amiga!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. "...a apagar silêncios com luz própria" levo esta imagem comigo.

      lentamente a entrega absoluta do corpo-emoção que dorme, adormecendo silêncios ao sabor da noite. uma entrega tantas vezes compensadora...

      beijinho, querido amigo!


      Eliminar
  2. ...as insónias são apenas folhas de tecido rugoso a vestir os medos que nasceram do dia...
    Pois são! e vou fazer link para tão brilhante ideia.
    Obrigado

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. há que desmascará-las! às insónias! :-)
      muito obrigada, Miguel!
      um grande beijinho

      Eliminar
  3. Andy,
    Por vezes, a noite tem essa particularidade: dá-nos a mão, como quem a dá a uma criança, e tudo se torna mais claro. Mas só às vezes, que a lua também tem os seus caprichos.
    Adorei o texto.

    Beijo :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. sim, a noite, tem um bálsamo único que pode tornar tudo mais leve, ou não...
      a lua e os seus caprichos! :-)

      beijinho grande, AC!

      Eliminar