27.4.13

ondas de papel

Calou a dor numa paisagem sossegada e na margem do dia uma onda salgada a despertou de um pensamento submerso. Sendo tarde as coisas falavam-lhe de maneira diferente. Os barcos remavam no sentido oposto. As ondas iam contra a corrente do seu corpo. As gaivotas grasnavam tempestades e as águas desenhavam letras que a areia escrevia. O vento balançava mais do que devia, mais do que ondas, mais que promessas de sol. 
Poderia um farol ao longe numa miragem de neblina levar o olhar até onde o coração alcança...

6 comentários:

  1. Andy,
    Na sua inofensiva aparência, do papel conseguem emergir grandes projectos...

    Beijo :)

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    1. o papel voa sempre mais alto, verdade?

      um grande beijinho, AC! :-)

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  2. por instantes senti toda a maresia do teu texto a suspirar em mim...

    beijinho, andy!

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    1. o papel branco acolhe palavras na maresia de todo o sentir...

      beijinho, querido amigo!

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  3. Andy,

    Ondas de papel
    como ondas da vida...
    gosto desse momento mágico
    na 'margem do dia'
    onde tanto sentimento se espraia!

    Bom fim de semana
    Grande beijinho

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    1. são essas ondas da vida que nos movem, ainda que em contra corrente...

      obrigada Petrus!
      fim de semana de sol :-)!

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neblina

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