1.11.12

ser noite


sou a casa que finalmente dorme, oiço as paredes nuas, aqueço-me no candeeiro,
sou o corpo que não dorme.
Sou labirinto de pensamentos,  som das sombras, silêncios que jogo à parede
e escorrem soltos sem destino.
Sou porto sem sentido.
Sou letras que o vento apaga sem deixar rasto. 

4 comentários:

  1. As paredes acentuam sempre as divagações dos tons da noite. Seja para proteger, seja para limitar, seja para imaginar...

    Beijo :)

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  2. és tu
    és tu na noite
    és tu no silêncio
    és tu no vazio dos dias

    és tu memória que não se apaga

    beijinho

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  3. Andy,

    ser noite
    em hora de abandono

    momento de solidão
    convertido num
    belo poema!

    Beijo
    e grande abraço

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neblina

o rasto de fumo apagava-se na porta entreaberta e ficava o silêncio da noite e uma ou outra palavra por dizer. O cheiro do cigarro apagado e...