20.11.12

caminhos

Caminhei rente ao passeio tosco, inacabado, entre pedras e ervas mal anoitecidas. Os candeeiros iluminavam o caminho e com passos inseguros seguia outro caminho, não o de todos os dias. Escolhi o trilho mais escuro e perdi-me, logo o aperto no peito até ao reencontro. Já não sentia o frio mas um calor suave nas pernas dava-me força para prosseguir. Mal cheguei ao comboio, o suspiro que tinha ficado pelo caminho. Fechei os olhos e imaginei um comboio que se perdia numa linha sem destino e chegava a uma estação desconhecida com cor de liberdade e perfume a primavera.
Seguir-se-ia o aperto no peito...

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