26.11.12
25.11.12
perguntas de chuva
nesta hora inocente à luz de um candeeiro,
pergunto:
o que abraça a tua respiração,
e em que sonhos te perdes?
enquanto a chuva me rouba o sono...
pergunto:
o que abraça a tua respiração,
e em que sonhos te perdes?
enquanto a chuva me rouba o sono...
insónias
a chuva cai incessante e faz-me doer todos os movimentos,
não há pior que um céu em pleno desgosto.
daqui a umas horas, poucas horas, vou trabalhar.
deixarei o cansaço no labirinto dos lençois e as horas que ficaram por dormir.
procurarei na chuva, um pequeno rio de coragem que me leve ao destino (impossível).
não há pior que um céu em pleno desgosto.
daqui a umas horas, poucas horas, vou trabalhar.
deixarei o cansaço no labirinto dos lençois e as horas que ficaram por dormir.
procurarei na chuva, um pequeno rio de coragem que me leve ao destino (impossível).
24.11.12
23.11.12
21.11.12
20.11.12
caminhos
Caminhei rente ao passeio tosco, inacabado, entre pedras e ervas mal anoitecidas. Os candeeiros iluminavam o caminho e com passos inseguros seguia outro caminho, não o de todos os dias. Escolhi o trilho mais escuro e perdi-me, logo o aperto no peito até ao reencontro. Já não sentia o frio mas um calor suave nas pernas dava-me força para prosseguir. Mal cheguei ao comboio, o suspiro que tinha ficado pelo caminho. Fechei os olhos e imaginei um comboio que se perdia numa linha sem destino e chegava a uma estação desconhecida com cor de liberdade e perfume a primavera.
Seguir-se-ia o aperto no peito...
Seguir-se-ia o aperto no peito...
14.11.12
.
gosto de sentir a noite cair aconchegante sobre o corpo cansado, o escuro embala e deixa falar todo o corpo... imagino a rua deserta de gente e reconforta-me esse vazio. Vejo a sombra do espelho com o candeeiro da rua a refletir um pequeno esboço dessa luz deserta. Já decorei cada passo que avisto da janela por isso mesmo no escuro encontro cada pedaço de horizonte.
3.11.12
1.11.12
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