10.8.12

a cidade...desenhei-a longe de mim, fechei-me nas paredes alvas que nem sempre encontro.
Sentei-me diante dos morangos e de pés descalços, a sentir o fresco do chão e na boca a emparelhar morangos que se sentiram pequenos diante dos pensamentos. Arrumei vozes, decifrei códigos, recordei, senti e arrumei outra vez. Podia acender uma vela mas não faz sentido porque é dia, e só queria as paredes alvas para me ouvir em silêncio. Há sempre um refúgio, eu e as palavras. E não haverá solidão mais necessária... Prometo, não terei medo de escrever mesmo nos muros que me cercam mesmo que graffitis quase palavras em silêncio.

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