1.7.12

Ao entardecer já não conto as folhas do chá, soletro
em silêncio o sabor da água dilatando o corpo.
Mas a cada doce que aflora os lábios, viajo àquelas tardes
em que nos sentávamos nas pedras do teu quintal,
saboreando canas de açúcar
até o suco dos dias nos ficar para sempre na memória.

6 comentários:

  1. Uma escrita revivalista e saudosista que nos transporta contigo a esses momentos que tanta saudade te trazem!
    beijinhos,

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. as tais memórias de que somos feitos...

      beijinho, mfc! :-)

      Eliminar
  2. Entre uma folha de chá e um suco doce, a memória guarda tanto de precioso... O que faríamos sem ela? Onde nos esconderíamos quando temos medo?

    Saudades, Andy!!

    Beijinho grande

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. "onde nos esconderíamos quando temos medo?" tão bela e verdade esta associação que fazes das nossas memórias como um porto de abrigo sólido, com traços de uma viagem à nossa criança interior...

      quantas saudades, amiga!
      o teu livro "do doutro lado do espelho" continua cheio de brilho! :-)

      beijinho enorme!

      Eliminar
  3. palavras escritas pela memória em tons de entardecer. sinto-as mais do que as leio, porque nelas há aromas, formas, texturas, sons e coração. sobretudo coração.

    beijos, amiga!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. a rota inevitável das memórias...

      beijo, querido amigo!

      Eliminar