18.5.12

insónia III

fotografia de Andy 

as noites de papel correm pelos campos amanhecidos de flores brancas
dizem que nem o céu nem o mar sabem o horizonte onde moram
sabe-se que as pétalas desfolhadas ardem de perfume na mão fechada

4 comentários:

  1. e quando a mão se abre, as noites de papel são tinta escorrida por cada flor branca que alimentou os versos. o perfume das suas pétalas, esse, nunca se extingue.

    beijinho!

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    1. tão lindo, amigo!
      sempre de tanto encanto as tuas palavras :-)

      beijinhos!

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  2. e desse perfume nascerá a palavra

    beijinho

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    1. fosse a palavra tão imediata quanto o perfume que paira no ar...

      beijo, Laura!

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