18.4.12

O sol entrou rarefeito pela janela do comboio. Poderia ter adormecido nessa sensação quente que apesar de ilusória me teria embalado o cansaço. Alguém tossia entre os dedos, alguém calava-se a cada paragem, e eu por breves segundos parasita da leitura do lado e “a vida num sopro”. Na rua o vento arrefeceu-me todos os passos mas a música murmura ao ouvido...

6 comentários:

  1. Tão belo este retalho do dia... um pedaço soprado, dessa vida que, tantas vezes, é ilusão e cansaço.

    Um beijinho grande minha amiga.

    PS - Ontem retive nas mãos o desenho de uma flor e as palavras que trazia perfumadas de amizade. Chorei. Sim, chorei. Há palavras que eternamente nos comovem e fazem sentir ainda mais saudade de uma abraço.

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    1. querida amiga, tão inesquecíveis sensações me fizeste recordar!
      há perfumes que não se esquecem, e o perfume que nasceu dessa flor, será eternamente especial.
      beijinho de saudades
      Abraço enorme!

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  2. onde é que o sol, o vento e o arrepio respiram? ai, a música que toca sem parar...

    beijinho, querida amiga!

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    1. verdade amigo, respiram nas emoções mais recônditas e ao mesmo brilhantes, que nos ultrapassam a pele, e tornam dias de chuva em sol, e dias de sol em chuva...

      :-) beijinho enorme!

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  3. já tinha lido aqui sobre o comboio, deve ser mágico
    imagino que seja como o meu antigo autocarro

    beijinho

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    1. verdade Laura, antes andava sempre de comboio e tinha aquele momento para divagar em mil pensamentos que me surgia. agora infelizmente talvez, ando de carro, e este dia foi um reviver dessa sensação.
      escrevia muito mais...há comboios inspiradores :-)

      beijinho, Laura!

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