8.2.12

na penumbra da luz e com a música que passava na rádio, sentei-me ao lado da noite... de mansinho, há sempre um fio de voz que trespassa as janelas das horas, e não sendo a voz de ninguém, apenas a minha latejando memórias e arrumando cada coisa no seu lugar, arrancando pétalas de bem-querer e não-crer às flores que têm toda a razão de ser... e porque um dia se falava de caminhos, com sombras de dúvidas, este será o meu caminho... E ainda que haja dias de frio, dissecando cada veia de sonhos e roubando cada esboço de sorrisos, haverá sempre outros, de rubor no rosto, adoçando as maças que sustentam o sorriso e prolongando um brilho a todas as sombras que se desfazem em luzes incandescentes...

6 comentários:

  1. Um texto... uma noite... umas plantas... umas memórias que se deviam prolongar mais e mais, pois estava deliciado a ouvir-te (ao som bom deste piano lindo)!

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    1. mfc,
      muito obrigada pelas todas as palavras!
      um grande beijinho

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  2. conversas crepusculares. porque as luzes que nos habitam são sempre mais vivas do que aquelas que deixamos guiar-nos...

    beijinho!

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  3. quem conhece a luz, sabe de cor a escuridão
    beijinho
    LauraAlberto

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    1. e por isso talvez de luzes e sombras nos construímos e desconstruímos, e voltamos a construir, nesta procura incessante pelo equilíbrio, ou média luz...

      beijinho enorme,
      querida Laura!

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neblina

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