na penumbra da luz e com a música que passava na rádio, sentei-me ao lado da noite... de mansinho, há sempre um fio de voz que trespassa as janelas das horas, e não sendo a voz de ninguém, apenas a minha latejando memórias e arrumando cada coisa no seu lugar, arrancando pétalas de bem-querer e não-crer às flores que têm toda a razão de ser... e porque um dia se falava de caminhos, com sombras de dúvidas, este será o meu caminho... E ainda que haja dias de frio, dissecando cada veia de sonhos e roubando cada esboço de sorrisos, haverá sempre outros, de rubor no rosto, adoçando as maças que sustentam o sorriso e prolongando um brilho a todas as sombras que se desfazem em luzes incandescentes...
Um texto... uma noite... umas plantas... umas memórias que se deviam prolongar mais e mais, pois estava deliciado a ouvir-te (ao som bom deste piano lindo)!
ResponderEliminarmfc,
Eliminarmuito obrigada pelas todas as palavras!
um grande beijinho
conversas crepusculares. porque as luzes que nos habitam são sempre mais vivas do que aquelas que deixamos guiar-nos...
ResponderEliminarbeijinho!
enorme verdade, amigo!
Eliminarimenso beijinho
quem conhece a luz, sabe de cor a escuridão
ResponderEliminarbeijinho
LauraAlberto
e por isso talvez de luzes e sombras nos construímos e desconstruímos, e voltamos a construir, nesta procura incessante pelo equilíbrio, ou média luz...
Eliminarbeijinho enorme,
querida Laura!