28.2.12

de coisa nenhuma

28 dias de Fevereiro e coisa nenhuma para escrever... apenas que arrumei partes da casa e que esse efeito prolongou-se até às coisas mais ínfimas do corpo. As mãos arrumam e a alma acompanha o ritmo...
agora sempre que a noite cai, sinto o aconchego calor da casa e nada me leva à janela. Da sala prolongo o olhar até às vidraças e entre a manta tricotada por histórias, fico a imaginar as paisagens de ontem e de amanhã. E esta contemplação incerta e vaga como chuva miúda, acontece como um arco-iris que se vislumbra mas não se toca... Deixei as flores no mesmo lugar, mas mudei-lhes a água e a mesa que um dia pareceu-me maior. E enquanto as coisas descansam há um sossego que que se vislumbra mas não se toca.

14 comentários:

  1. a grandiosidade da mesa, passou para o teu dia
    abençoado sossego

    beijinho

    [adorei este teu texto, em especial]

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    1. há sossegos (este) que até o ponteiro do relógio poderia fazer perdurar

      beijinho grande, Laura!
      obrigada :-)

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  2. como na vida, assentamos, trocamos, seguramos, deixamos cair, acenamos e enterramos. tantas vezes em silêncio, porque o bater das asas de uma borboleta raramente é o bastante para nos acordar...

    beijinho querida amiga!

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    1. Jorge,
      leio e releio, belíssimo e tão verdade!

      beijinho enorme, amigo!

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  3. Andy,

    Dizer que "não se tem coisa nenhuma para escrever"...
    e, logo a seguir, derramar no papel "as mãos arrumam e a alma acompanha o ritmo"
    é fantástico
    e enternecedor!
    Belo poema de que muito gosto.
    Bom fim de semana
    grande beijinho

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    1. :-) muito obrigada, Petrus!
      sempre ternas as tuas palavras,
      um resto de bom fim de semana

      beijinhos!

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  4. Mesmo sem ter nada para dizer, acabaste por escrever um magnífico texto.
    Quem sabe, quem tem talento, nem precisa de tema...
    Há quanto tempo eu não te visitava...
    Andy, querida amiga, tem um bom fim de semana.
    Beijo.

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    1. Nilson,
      que bom rever-te aqui :-)!
      um imenso obrigada pelas tuas palavras.


      Beijos!

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  5. Há uma serenidade imensa neste post!
    É-me confortável relê-lo.
    Obrigado e um beijinho.

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    1. há momentos assim...
      :-) que bom, mfc!

      um grande beijinho

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  6. Andy,
    pegando numa palavra do Jorge, como na vida também trocamos amizade entre aqueles que nos são queridos. Trocar não será bem o termo, pois a amizade não pede, não exige: aceita!
    Obrigada!
    Beijinho
    Laura

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    1. e são esses gestos de amizade que nos ficam para sempre na memória...

      beijinho, querida Laura!

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  7. Há momentos intocáveis, em que se respira, apenas, a calma que a alma pede.

    O que tu escreves, Andy, lê tantas vezes o que sinto...

    Obrigada! Obrigada também por isso.

    Beijinhos

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    1. Maria João,
      eu é que agradeço, e muito! :-)

      Abraço, amiga!

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