13.1.12

...de um vento norte

fotografia . Andy
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que vamos fazer dos dias longos que se enrolam ao peito como nascentes em turbilhão... o sol brilha e um vento passa pelo ombro e de soslaio um olhar, e todos os rios parecem ter fim...não há calma que sossegue, se até as águas escrevem a sua história nas pedras que um dia choraram. Podias pedir-me silêncio se soubesse de onde nasce tanta voz, se adivinhasse o secreto tamanho de um coração...


6 comentários:

  1. É preciso que a voz rebente a dormência dos dias.
    É preciso deixar que o sol se deite no leito do rio para que todas as águas aqueçam.
    É preciso olhar para as linhas da palma da mão e sentir a vida a correr-nos por dentro, em turbilhão.
    É preciso, Andy... é preciso!

    Um beijinho grande e um abraço ainda maior.

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    1. tão preciso, amiga!
      tomara que assim fosse sempre!

      abraço enorme com saudades.

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  2. Haveria tanta coisa que pediríamos e daríamos se tivéssemos compreendido a tempo o(s) outro(s)...

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    1. mfc,
      verdade...
      e o tempo não espera.
      beijinho!

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  3. "se até as águas escrevem a sua história nas pedras que um dia choraram"
    oh, se não é verdade, querida amiga... a nossa história é todas as histórias, as nossas e as dos outros, nas águas da vigila e nas águas do sono.
    beijinho!

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    1. "...nas águas da vigília e nas águas do sono", tão bonito,amigo.
      beijinho grande!

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