.
o que é uma janela numa tarde fria?
de que servirá?
as mãos vestiram-se de frio
à espera do sol,
ténues feixes de luz, esculpindo verbos, conjugações e razões
o que é um poema sem nome?
de que servirá?
imperceptível borboleta sobre a pele,
voa, pousa e volta a voar...
29.12.11
sem nome
26.12.11
24.12.11
14.12.11
neblina
o rasto de fumo apagava-se na porta entreaberta e ficava o silêncio da noite e uma ou outra palavra por dizer. O cheiro do cigarro apagado e nem uma leva de ar... na linha fina dos olhos a sombra que se estendia até às paredes frias, recantos húmidos de tempestades ousavam ensurdecer de silêncio quem passasse... e nem o vento descolava os lábios, e nem estes saberiam dizer.
13.12.11
ácido
a única folha de papel
e o branco a engolir as palavras
os dedos a escorregarem entre os gestos
a voz a se fechar em flor
e enquanto desvendo a janela
e mordo o fruto
as palavras apagam-se no suco
que se derrama por dentro.
e o branco a engolir as palavras
os dedos a escorregarem entre os gestos
a voz a se fechar em flor
e enquanto desvendo a janela
e mordo o fruto
as palavras apagam-se no suco
que se derrama por dentro.
11.12.11
8.12.11

o homem que todos os dias fica no fim da rua com vista para a hora em que o sol se põe, e já a cor do dia parece bafejada por cortinados de vento que quebram toda a luz, o seu olhar proclama por um brilho invisível no sentido oposto à restea de sol que não me larga. Longe, e não intencionalmente, parece esperar o nascer de outro dia. Passo por ele, e é curioso como todos os olhares que fixam o aparente nada, conseguem abarcar o todo. E naquele cigarro aceso e a cada sopro, a espera de todos os dias...
Subscrever:
Mensagens (Atom)

