15.11.11


andei uns metros já com o tempo contado, valeu o coração acelerado porque cheguei a tempo... e a uns quantos bancos vagos! Lembrei-me da mulher que pouco antes me interpelou na rua. Desassossego meu em chegar, e não lhe percebi a voz, que quereria...?
Sentado em frente, o homem vestido de preto, mala preta e chapéu preto, a ler “cem anos de solidão”. Há fotografias que não se tiram, apenas se sentem...
E o céu já escuro, demasiado cedo para aquilo que pensei suportar, os fins dos dias, dos dias. Apressa-se uma calma, sinto ao longe o perfume da chuva que não me molhou, e a árvore ainda se parece com um bouquet, agora sem flores.
E quando for noite cerrada e o céu apenas chuva e lua, umas quietas palavras ficarão na sombra de um candeeiro por apagar...

6 comentários:

  1. Corremos, corremos muito, levando a tiracolo algumas pétalas para tentar dar sentido à correria...
    Gostei muito, Andy!

    Beijo :)

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  2. Um discorrer intimista e contemplativo que nos prende e nos faz sentir uma melancolia que nos proíbe o sorriso!

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  3. Há fotografias que não se tiram, apenas se sentem... Adorei

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  4. AC,
    bem o dizes, sem essas pétalas, seria um frio sentido...

    Obrigada :-)
    beijinho grande!

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  5. mfc,
    muito obrigada pelas tuas palavras.
    ainda que a melancolia nos contagie os sentidos, um sorriso nunca deverá ser proíbido :-)

    grande beijinho!

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  6. Bya,
    às vezes são essas as melhores fotografias, as que acontecem com os olhos da alma...

    Obrigada :-)
    beijos!

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