
andei uns metros já com o tempo contado, valeu o coração acelerado porque cheguei a tempo... e a uns quantos bancos vagos! Lembrei-me da mulher que pouco antes me interpelou na rua. Desassossego meu em chegar, e não lhe percebi a voz, que quereria...?
Sentado em frente, o homem vestido de preto, mala preta e chapéu preto, a ler “cem anos de solidão”. Há fotografias que não se tiram, apenas se sentem...
E o céu já escuro, demasiado cedo para aquilo que pensei suportar, os fins dos dias, dos dias. Apressa-se uma calma, sinto ao longe o perfume da chuva que não me molhou, e a árvore ainda se parece com um bouquet, agora sem flores.
E quando for noite cerrada e o céu apenas chuva e lua, umas quietas palavras ficarão na sombra de um candeeiro por apagar...
Corremos, corremos muito, levando a tiracolo algumas pétalas para tentar dar sentido à correria...
ResponderEliminarGostei muito, Andy!
Beijo :)
Um discorrer intimista e contemplativo que nos prende e nos faz sentir uma melancolia que nos proíbe o sorriso!
ResponderEliminarHá fotografias que não se tiram, apenas se sentem... Adorei
ResponderEliminarAC,
ResponderEliminarbem o dizes, sem essas pétalas, seria um frio sentido...
Obrigada :-)
beijinho grande!
mfc,
ResponderEliminarmuito obrigada pelas tuas palavras.
ainda que a melancolia nos contagie os sentidos, um sorriso nunca deverá ser proíbido :-)
grande beijinho!
Bya,
ResponderEliminaràs vezes são essas as melhores fotografias, as que acontecem com os olhos da alma...
Obrigada :-)
beijos!