Os olhos ardem-me, sem poesia ou metáforas, os olhos simplesmente ardem-me. Um vento fresco veio com a noite, e é bom senti-lo suave nos olhos. A avenida está sem graça, rente ao passeio fazem obras que nunca mais findam... felizmente hoje há luz nos candeeiros, porque ontem, olhar pela janela era um escuro maior que a própria noite. Tive que espreitar amplamente e confirmo, a lua e uma pequena estrela permanecem no céu.
Pela tarde, passei no Chiado, de fugida como num abrir e fechar de olhos... passei pelas esplanadas cheias, com os chapéus de sol abertos, com vozes e sorrisos a guarnecerem a tarde, passei pelos croissants, pelos gelados, pela igreja, pelos pombos aqui e ali... sem tempo, sem quase tempo para um doce... e de fugida, como num abrir e fechar de olhos.
E se sempre testemunhei um qualquer brilho inexplicável na cidade, hoje estava indiscutivelmente brilhante debaixo deste sol quente de outono.
Pela tarde, passei no Chiado, de fugida como num abrir e fechar de olhos... passei pelas esplanadas cheias, com os chapéus de sol abertos, com vozes e sorrisos a guarnecerem a tarde, passei pelos croissants, pelos gelados, pela igreja, pelos pombos aqui e ali... sem tempo, sem quase tempo para um doce... e de fugida, como num abrir e fechar de olhos.
E se sempre testemunhei um qualquer brilho inexplicável na cidade, hoje estava indiscutivelmente brilhante debaixo deste sol quente de outono.
há cidades invisíveis.
ResponderEliminarhá brilhos que ferem.
há olhos que não desistem de [querer/crer] ver.
beijinho, querida amiga!
os olhos, esses, nunca desistem...
ResponderEliminarbeijinho enorme, amigo!
há um certo tipo de olhar que não tem pressa,
ResponderEliminarhá um tipo de olhar que é edulcorante, mesmo que não adocicado,
há a poesia no olhar.
um beijo, Andy
Rejane,
ResponderEliminarnunca a palavra "edulcorante" me soou tão doce como nestes teus versos :-)
bonito!
beijo,
querida Rejane
E foi tanta a poesia que pousou no beiral dos teus olhos. É ao sol que se aquecem as sombras. Todas as sombras das noites escuras, mesmo que os dias apenas brilhem de fugida.
ResponderEliminarÉ sempre tanto o que leio de ti, Andy...
Um beijinho grande
( ainda bem que nos ardem os olhos! )
Maria João,
ResponderEliminartão bonito :-)!
tomara que haja sempre vida a pousar no beiral dos olhos do meu coração!
Abraço, amiga.