mergulhava as mãos na terra molhada, juntava mais água
até desfazer a textura áspera entre os dedos,
sorria até aquele perfume tosco, derramar-se até aos punhos.
sabe tão bem o cheiro da terra molhada,
e ainda hoje lembro-me das cores dos muros
que rodeavam aquele sorriso...
hoje, outros muros, outras cores,
e talvez (só talvez), a mesma vontade de sentir,
estendo os braços em jeito de entrega,
mas só até aos punhos, a vida me disse assim...
e desfazendo os nós dos dias,
há sempre o perfume da vida que se arrasta comigo,
e nem sombra, nem sol,
apenas os gestos de infância que
guardam tanta certeza num simples sorriso,
sabe tão bem o cheiro da terra molhada...
Andy
ResponderEliminarÉ bom ler a doçura que pões nas horas amargas...
Um poema amargo perfumado com os prazeres simples, melancólicos e nostálgicos de um retorno às origens que sempre nos purifica e renova.
ResponderEliminarBeijinhos
Miguel,
ResponderEliminarhá sempre um ponto de luz no cinzento de qualquer céu
Beijinho grande!
mfc,
ResponderEliminaros perfumes que nos avivam a memória de quem somos...
Beijinhos!
cheiros e aromas. a primeira porta de tantos mundos! suskind que o diga :)
ResponderEliminarbeijinho, querida amiga!
p.s. para escutar este perfume inebriante: http://www.youtube.com/watch?v=qoL4bLK3a6Y
Jorge,
ResponderEliminarinteiramente de acordo!
aqui fica... :-)
Beijinho enorme, amigo!