A insónia tem as cores da penumbra, de um brilho matizado que se derrama pelo quarto. E não são sonhos mas sombras que assaltam as paredes que já dormem antes de mim.
O corpo rende-se ao parar do tempo que este momento parece prometer, ao silêncio profundo, ao sossego da rua, e ao respirar da casa.
Há um candeeiro pequeno com flores em tecido rosa quente, deixei-o no meio de tudo, e mesmo no escuro faz-me lembrar o perfume de uma flor ou tardes passadas rentes a um banco de jardim, juntando folhas e gestos guardados na palma da mão.
E os olhos continuam no tic-tac do relógio que não passa, como borboletas leves inquietas à espera do primeiro brilho do dia a tocar a janela húmida de orvalho.
O corpo rende-se ao parar do tempo que este momento parece prometer, ao silêncio profundo, ao sossego da rua, e ao respirar da casa.
Há um candeeiro pequeno com flores em tecido rosa quente, deixei-o no meio de tudo, e mesmo no escuro faz-me lembrar o perfume de uma flor ou tardes passadas rentes a um banco de jardim, juntando folhas e gestos guardados na palma da mão.
E os olhos continuam no tic-tac do relógio que não passa, como borboletas leves inquietas à espera do primeiro brilho do dia a tocar a janela húmida de orvalho.
Andy
ResponderEliminarPara quem já teve insónia e lê a tua prosa, até apetece ter uma.
Lindo.
Miguel,
ResponderEliminar:-)) nem todas se revelam assim...
a escrita é sempre uma companhia.
Muito obrigada, Miguel.
Um grande beijinho!
a companhia de sombras, nos tons matizado das insônias, Andy, revelam brilhos de escrita como os teus.
ResponderEliminarum abraço pra ti
São momentos em que nos reencontramos e pensamos a vida!
ResponderEliminarRejane,
ResponderEliminar:-) belo, o aconchego da tua frase!
Obrigada
Beijinhos!
mfc,
ResponderEliminarsem dúvida, a introspecção ao mais alto nível!
Beijinho
na insónia, toda a cidade e a sua vertigem, pessoas que vão, pessoas que vêm, sirenes, buzinas, gritos e travagens, barcos no asfalto de água, automóveis em bailado decadente, voos sem bico, asas metálicas, fuselagens e vidros, o ardina a agitar o mundo enquanto o papel mente e o homem se esquece do que sente. a insónia. olhares que não se apagam, corpos que não dormem, cidades que não morrem.
ResponderEliminarbeijinho, amiga!
Andy
ResponderEliminarVou fazer link para a 1H30.
e o corpo estático. os sons e vozes em cantante rodopio como onda de mar feito que despenteia, desorganiza, arrepia. corpo em silêncio. olhar perdido, mãos que tocam o rosto em desalento e abafam o grito. veias que pulsam o sangue sentido. a insónia. desalinhado coração... cidades que não se deixam morrer!
ResponderEliminarObrigada, Jorge.
Um grande beijinho!
Miguel,
ResponderEliminarmuito obrigada!
Beijinho :-)
Amiga Andy,
ResponderEliminarO caderno está em branco.
Abrimos a primeira página
e somos invadidos por uma enorme angústia...
é a difícil escolha das palavras para construir
a primeira frase.
Importa dizer o que nos vai na alma.
Sentimos o turbilhão das ideias que se digladiam dentro de nós.
Falta dar o primeiro passo,
mas, eis senão quando, de forma mágica,
a vida salta cá para fora
e estende-se pelo papel.
O retrato da insónia é perfeito e belo!
Beijinho
Boa semana
Petrus,
ResponderEliminarbelíssimas palavras, amigo.
E não é tão bom quando o papel nos recebe de braços abertos? :-)
muito obrigada
beijinho!