4.7.11

respirar


quem dera respirar tudo de um céu redondo, encher o peito da calma com que caem as folhas lentas de outono, e escutar o silêncio perto, rarefeito, perfeito.
Deixar o corpo cair num tapete de verde veludo e abafá-lo com o perfume quente da terra molhada. Sentir os olhos adormecerem no momento, e sem dor levá-los longe até onde só os pássaros no horizonte tocam. Descolar os lábios e sussurrar beijos ao ar que se respira.




(fotografia - Lagoa Azul em Sintra)

12 comentários:

  1. Andy
    Eu também gostei (da foto).
    Hoje publiquei no Facebook.

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  2. Miguel,
    um imenso obrigada!

    beijinho :-)

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  3. Lilá(s),
    um grande beijinho de obrigada!
    :-)

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  4. lábios colados em respiração oblíqua na pauta, sempre majestosa, de rodrigo leão.
    momentos com a tua assinatura!
    beijinho, amiga!

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  5. Andy,

    ...tudo o que de bom a natureza nos proporciona, descrito por palavras harmoniosamente seleccionadas.
    Aqui sentimo-nos longe da agitação quotidiana e em paz de espírito!
    Belo poema!

    Muito grato
    bom fim de semana
    Um beijo

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  6. Jorge,
    é uma inspiração, Rodrigo Leão, verdade?

    :-) obrigada
    um beijo, amigo!

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  7. Petrus,
    fico contente, por de alguma forma, dentro do meu turbilhão de emoções, conseguir passar alguma calma e paz, aquela que também eu, preciso tantas vezes de alcançar.

    um sentido obrigada
    beijo!

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  8. ... e sentir paz, paz apenas. Essa paz que tanto nos faz falta.
    Como respirar azul para ser manhã de novo!

    Sempre intenso, sempre imenso...

    Um beijinho grande Andy

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  9. Maria João,
    isso mesmo, "respirar azul para ser manhã de novo"!

    um sentido obrigada, amiga!
    Beijos

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