15.6.11

d'água


a água corre no seu leito, corre sem espera ou demoras
límpida como só assim ela sabe ser
e enquanto isso nem as flores ao vento me namoram
se eu já nem delas faço coroas

canto nos lábios o sussurro do silêncio
se as canções já nada dizem sobre mim

escreverei um dia os sonetos da lua
se as velas ardem-me os olhos fundo da alma
não saberei jamais... ser um pouco d' água.

8 comentários:

  1. Jamais terei sede!
    Parece que me consegui identificar com a conta do blogue!!
    Beijo
    LauraAlberto

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  2. Li-te como um rio que prossegue o seu caminho!
    ... como a água que tanto desejas ser.

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  3. Laura!
    que bom teres conseguido!
    sempre bom ter-te aqui :-)
    Obrigada!
    Beijos

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  4. mfc,
    obrigada! :-)
    e quem me dera ter a sabedoria dos rios...
    Beijinho!

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  5. Lilá(s),
    como te agradeço palavras tão encorajadoras!
    Beijo grande

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  6. Água, fonte da vida... é assim a ordem natural das coisas.
    Poema extraordinário: um hino ao acto de criar e uma bela imagem.
    Beijo

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  7. Petrus!
    já havia sentido a sua falta.
    Obrigada pelas suas palavras :-)
    Beijinho

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