14.5.11

a manhã nasce sorrateira e levemente. Entra pela casa em fugaz silêncio e levanta o ténue véu que a noite deixa nos seus demais folhos...
Fui à janela como sempre, sentir o perfume da manhã e perceber o céu, como se este derradeiro momento fosse a inspiração e guia para todo o dia.
O interior da casa precisa de mim. Inevitável e imperioso.
Objectos, momentos, roupas e pó dos livros... mudarei a água da jarra, regarei a azália, darei outro nome a tudo o que se chama desordem. Há recantos da casa que nos chamam sempre à razão, acima de todas as confusões simples e expontaneas.
Os pássaros cantam e ainda assim o rádio continua no canto lírico porque me acalma, afina os sentidos e a memória.

10 comentários:

  1. lindo! como o dia que espero que tenhas :)
    beijo*

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  2. Andy,
    O nascer de um novo dia, muito bem retratado!
    O segredo da vida: conservar o que é essencial e mudar o que é superficial.
    Perfeita conciliação dos sons da Natureza com o canto lírico que nos chega aos ouvidos través da rádio!
    Momento único de poesia
    e de força!
    Muito grato
    Bom fim de semana
    Um beijo

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  3. Gostei imenso desta serenidade que se alcança da tua rotina!

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  4. Rach,
    muito obrigada :-)

    um grande beijinho
    e um belo dia para ti!

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  5. Petrus,
    sempre um conforto as tuas palavras :-)
    belíssimas

    um sincero obrigada
    beijinho

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  6. mfc,
    anseio sempre por um momento de serenidade e tento saboreá-lo até ao último segundo, ainda que breve.

    Obrigada :-)
    beijinho

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  7. toda a brisa que nos acaricia o rosto aponta à alvorada do ser.
    beijinhos, amiga!

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  8. Jorge,
    muito belo :-)!
    sintamos que seja sempre doce amanhecer.

    Beijinho, amigo!

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  9. "O interior da casa precisa de mim. Inevitável e imperioso. Há recantos da casa que nos chamam sempre à razão..."

    Verdade absoluta do ser...

    Texto incrível, li e re-lí!

    Deixo um beijo,

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  10. Márcia,
    tão bom saber-te por aqui :-)!

    Obrigada
    beijo grande!

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