25.4.11

desenho

conseguisse eu fazer um desenho... como aqueles desenhos quase reais em que se vislumbra uma certeza nos contornos. Sentiria o lápis com a mesma segurança que têm as raízes junto da terra mesmo que molhada e sim, cravejava o traço no papel como se fora no peito, a abrir caminhos como os mil tantos que a minha mão segura... e de traços feitos e rarefeitos, surgia um sombreado de grito abafado, até ficar esbatido, até ficar, até sempre, até já nem existir cor ou sombra nos dedos... até deixar de sentir.

12 comentários:

  1. Autêntica obra de arte!
    Guardar no peito o produto do Amor... para sempre.
    Assim vale a pena existir!
    Beijinho

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  2. E é assim que se faz vida!
    Com todo esse querer e com toda essa arte!
    Parabéns.

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  3. Petrus,
    um desenho é sempre uma libertação, assim como a escrita, e nesse sentido decorreu o texto. não necessáriamente produto do amor, mas de uma qualquer emoção que se quer sublimar.
    belíssima a tua frase.

    Beijinho

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  4. mfc,
    acredito que todos nós guardamos algures esse querer que nos mantém agarrados à vida, ainda que muitas vezes desvanecido...

    muito obrigada pelas palavras de incentivo :-)
    Beijinho!

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  5. o teu desenho tem a força e a vontade de Ser!
    Beijo
    Laura

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  6. Mesmo sem contornos "o desenho" permanece.

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  7. Mesmo sem saber desenhar fizéste uma bela obra de arte!!!
    Bjs

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  8. tu és das poucas que conseguem gravar o coração em duas linguagens, querida amiga: a do traço e a do verbo.
    um beijinho!

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  9. Obrigada querida Laura :-)

    Beijo grande!

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  10. Álvaro Lins,
    bem-vindo :-)!
    verdade, há traços que não se apagam...perduram.

    Obg!

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  11. Jorge,
    obrigada pelas tuas palavras, sempre de uma força insubstituível!

    Beijinho, amigo.

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