5.4.11

debrucei-me na janela, a mesma de todos os dias. Uma brisa quente aflora os olhos rendidos... o sol despede-se do dia prometendo voltar e a avenida cobre-se com um último manto de luz esbatida até ao horizonte dos meus pensamentos.

18 comentários:

  1. Essa é a hora em que o pensamento flui...

    ResponderEliminar
  2. andy,
    na adolescência eu tinha uma fobia ao entardecer, por causa da morte da minha avó materna e de uns amigos (jovens) que tinham morrido de acidente. mal o sol declinava caia uma tristeza sobre mim, que não me deixava controlar o choro.. então o meu pai pegava em mim e ficava a passear-me de carro até escurecer.íamos visitar amigos, familiares, às livrarias para eu escolher um livro...não podia era ficar parada entregue aos meus pensamentos. hoje é uma hora que adoro para ir fotografar...
    gostei do teu texto poético. beijo doce.

    ResponderEliminar
  3. O exagero é a arte dos poetas, que enxergam as coisas com o brilho certo, e não com a banalidade dos olhos cansados.

    ResponderEliminar
  4. A nossa janela Andy, a mesma de todos os dias,é certo, mas que por conhecermos tão bem, todas as cores são nossas, desde a mais luminosa claridade até à escuridão da noite, passando pelos diferentes tonalidades de cinza. E isso é simplesmente um enorme tesouro!

    Um grande abraço amiga

    ResponderEliminar
  5. bebe e abraça o Sol que chega
    beijo
    Laura

    ResponderEliminar
  6. Excelente imagem que ilustra bem o sentido das palavras. Perfeita sintonia com o seu espaço, com a sua cidade!
    Gosto muito!

    ResponderEliminar
  7. "e a avenida cobre-se com um último manto de luz esbatida até ao horizonte dos meus pensamentos."
    porque o limite se estende sempre para lá da geografia.
    beijinho, querida amiga!

    ResponderEliminar
  8. mfc,
    sem dúvida, às vezes basta o olhar pousar sobre o horizonte, verdade? :-)

    ResponderEliminar
  9. Em@,
    obrigada pela tua partilha contagiante e cheia de ternura.

    sabes, também adoro o por-do-sol, as tonalidades são sempre únicas, dá direito a uma verdadeira contemplação num momento quase misterioso :-)

    Beijinho, doce Em@!

    ResponderEliminar
  10. Emoções,
    bem-vinda :-)!
    a tua frase é muito bela, ainda que não me considere poeta na grandiosidade que a palavra em si representa para mim.

    Beijinho cheio de brilho

    ResponderEliminar
  11. Maria João,
    as nossas "paisagens" serão sempre um tesouro mesmo que por vezes não saibamos vê-las com os olhos do coração...há sempre algo que ajuda, verdade amiga? :-)

    Abraço amiga!

    ResponderEliminar
  12. Laura,
    sempre! (mesmo que os braços fraquejem com o cinzento do nevoeiro)

    Beijinho, querida Laura.

    ResponderEliminar
  13. Petrus Monte Real,
    esta imagem retirei-a do google, foi a escolha para prolongar as palavras que sentia.

    mto obrigada pelo seu olhar!
    :-)

    ResponderEliminar
  14. Jorge,
    verdade, não há limites para o pensamento.

    Grande beijinho, amigo!

    ResponderEliminar
  15. é a minha hora favorita, o entardecer :)
    ***

    ResponderEliminar
  16. São momento muito meus, aqueles em que me apetece debruçar na janela.
    Bjs

    ResponderEliminar
  17. Rach,
    é uma das minhas preferidas também, e acaba por ser para mim, um momento de reflexão do dia em tons de por-do-sol.

    :-) Beijinhos!

    ResponderEliminar
  18. Lilá(s),
    é o encontro com o nosso "eu" e mais ninguém...

    Beijo grande!

    ResponderEliminar

neblina

o rasto de fumo apagava-se na porta entreaberta e ficava o silêncio da noite e uma ou outra palavra por dizer. O cheiro do cigarro apagado e...