24.3.11

palavras de vento

O lápis desliza infinitamente sobre a folha branca, as palavras parecem flutuantes resquícios de pensamentos. Escorrem líquidas entre os dedos, livres, dançantes... Percorrem as arestas de uma emoção que volta em círculo no arquear de um gesto ou no afago de uma voz. E olho lá fora o dia que se esbate em frente às palavras. Sei que a noite virá densa e quieta entre as árvores que o vento parou.



4 comentários:

  1. querida amiga,
    olhares bifocais, estes: o lado de fora e o lado de dentro partilham o mesmo sistema nervoso central. estejam as árvores de lá em turbilhão, estejam as de cá sem bulir, o vento que lhes deu o nome é um só e o mesmo.
    beijinho!

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  2. Jorge,
    verdade, e são tantas as vezes que um influencia o outro, embora outras tantas, o lado de dentro não se alinhe com o de fora e vive-versa :-)

    Beijinho, amigo!

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  3. Andy,
    Há uma serenidade contida na elaboração das palavras em conjugação com o olhar para lá das paredes...

    Beijo :)

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  4. AC,
    há sempre um ponto de luz que se conjuga com a serenidade interior e a que está para além das paredes.

    Beijinho AC!

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