mora na rua das casas perdidas, onde o tempo parou, e o vento já por lá não passa...
de olhos mortiços, vazios, nos dias sem fim e sem dó, lábios imperceptíveis entre a severa barba escamoteada à navalha seca.
foram poucas as palavras e maior o silêncio.
o quarto mergulhado no odor do corpo e no pó demorado sobre a mesma solidão, a mesma que atravessa dias, anos e histórias por contar.
imagino os fantasmas que sobrevivem entre as paredes húmidas e o pobre chão...
e ali se deixa estar, noite e dia, dia e noite, tanto faz...parece.
apenas fica...
Li desolação.... e decadência!
ResponderEliminarPor vezes sinto-me a morar nessa rua!
mfc,
ResponderEliminaruma realidade que nos morde a alma, a solidão de muitos idosos que se esqueceram e foram esquecidos.
Há sombras desta verdade nas ruas e nos dias de todos nós.
Bjinho!
Quando a dignidade se esvai, leva com ela a luz dos dias claros. Ficam apenas as memórias, cada vez mais com sabor a fel...
ResponderEliminarBeijo :)
AC,
ResponderEliminarsem dúvida.
lindíssima a forma como expressaste o teu sentir.
Obg
Beijinho :-)