26.2.11

enquanto a vela arde

há uma cor quente de amarelo sol nas paredes frias
a noite caiu num frio norte
há um veludo preto longe das ruas desertas
o olhar húmido e rasgado no horizonte
há um corpo vestido com as memórias da pele
o ventre arde em flor
há um silêncio discreto enquanto o cabelo se enrola entre os dedos
enquanto o relógio repete os mesmos segundos
há uma penumbra na voz
e a noite acontece mesmo que o dia não morra

6 comentários:

  1. fechei os olhos e, por momentos, consegui sentir o mundo de cores, formas e sensações que aqui nos deixas com toda a tua sensibilidade.
    beijinho, querida amiga!

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  2. Jorge,
    um obrigada muito sentido.

    Beijinho, amigo!

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  3. Andy, escreves e pintas todo um quadro único!
    Boa!
    Beijo
    Laura

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  4. Lindo!! Tua poesia é fugaz...

    "há um corpo vestido com as memórias da pele
    o ventre arde em flor..."

    Um beijo querida Andy!

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  5. Laura,
    um imenso obg, as tuas palavras dão sempre cor ao Lua.

    Beijo!

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  6. Márcia,
    ... e fugaz é tudo o que alimenta a vida.
    Um sincero obg pelas tuas doces palavras :-)

    Beijinho grande!

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