9.2.11

água

a água lava e ferve de encontro aos ossos
e deixo-me ficar
talvez aqueça todos os órgãos até às células
a água dilui-se no mapa da pele
felizmente os poros abrem-se
e deixo-me ficar
os joelhos ardem e coram
fecham-se os olhos
deixo-me ficar

12 comentários:

  1. querida amiga,
    texto líquido, onde a nascente de montanha e a cascata da selva se (des)equilibram no movimento do seu próprio curso.
    beijos!

    ResponderEliminar
  2. Andy.
    obrigada.
    este poema foi feito de encomenda para mim.;)
    beijo doce, docinho

    ResponderEliminar
  3. A água é transparente e inspiradora!
    Bjs

    ResponderEliminar
  4. Andy

    Nem sempre é límpida a natureza do que nos gela a alma e, no entanto, sabemo-nos, claramente, como um rio.

    Especiais estes teus textos... para levar e guardar!

    Um beijinho, amiga

    ResponderEliminar
  5. Este texto está divino!
    Parabéns!
    Beijo
    Laura

    ResponderEliminar
  6. Jorge,
    bela imagem a que descreves, onde as palavras não poderiam desaguar melhor.

    Beijinho amigo!

    ResponderEliminar
  7. Lilá(s),
    sem dúvida! e tudo se torna mais leve...
    Obg
    Beijinho grande Lilá(s)!

    ResponderEliminar
  8. Maria João,
    obg querida amiga
    sempre doces as tuas palavras

    Beijinho!

    ResponderEliminar
  9. Laura,
    deixas-me sem palavras...
    um imenso obrigada :-))

    Beijos!

    ResponderEliminar
  10. ....e...pront(us)! deixo-te um beijo.

    ResponderEliminar
  11. Em@,
    fazes-me rir com estes comentários eheheh
    um incentivo acredita
    Beijinho!

    ResponderEliminar

neblina

o rasto de fumo apagava-se na porta entreaberta e ficava o silêncio da noite e uma ou outra palavra por dizer. O cheiro do cigarro apagado e...