17.12.10

sopro

os olhos ficaram com a cor do fruto
num vislumbre de veludo
como aqueles lugares que não sabemos deixar
e nos ficam na pele como a corar o rosto de coisas coloridas
os lábios tocaram o doce da framboesa
e calaram a voz
ainda há pouco salgada

6 comentários:

  1. Andy

    E há momentos, como lugares, em que respiramos como se finalmente, o ar fosse esse pomar de fruta fresca ou, o favo de uma colmeia cheio de mel.
    São eles que tornam os nossos dias diferentes e nos fazem acreditar, que o maior tesouro está nas pequenas coisas.

    Um beijinho amiga
    já quase a cheirar, a canela e aletria.

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  2. Maria João,
    tão inspiradoras as tuas palavras.
    ...as pequenas tão grandes coisas :-)

    Beijo amiga!

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  3. Lilá(s),
    obg!

    Ando em falta com os vossos cantinhos, a ver se me reorganizo!

    Beijinho suave :-)

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  4. que versos sensoriais, estes, a invocar um verão que apenas aquece na fogueira das recordações... por agora, os frutos vestem roupa branca com a ajuda dos dedos de neve que se agarram às telhas de uma madrugada abandonada.
    belíssimo!
    um beijo!

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  5. Jorge,
    e quantas saudades de dias quentes, a aquecer os ossos frente ao sol e a diluir pensamentos!
    ficam os frutos vermelhos apenas no canto dos lábios a prometer num esboço de sorriso - um verão que se demora!
    Beijinho

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