4.12.10

farol

Madrugada. Percorri a inteira-noite com pés de lã e joelho quase partido, assim parecia...
aguardo que o sol chame por mim e me acorde das sombras que inflamam a noite escura.
Ficamos sempre à espera que as estrelas rezem por nós e na lonjura dos desejos nos mantemos firmes como o primeiro dia. Talvez...
passei a noite a ouvir respirar sem pausas e a arrastar cobertores coloridos, um deles tricotado em dias de tempestade mas com cores de verão.
Andei noite dentro como um farol que não repousa sobre uma maré sua.
Acordo, e ainda penso na existência celeste e no sol perfumando néctares de flores adormecidas e regadas pela humidade da noite fria...tola!

6 comentários:

  1. e por que não, querida amiga?
    a existência celeste é a mesma desde o génesis; nem sempre os nossos olhos sabem disso e o sabem ver.
    o teu texto é particularmente belo, do ponto de vista estético e vivencial.
    um beijinho!

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  2. O farol, consciente do seu papel, revigora-se nas coisas que têm que ser feitas, com a cumplicidade dos elementos...
    A recompensa na harmonia almejada!

    Beijo :)

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  3. Jorge,
    sem dúvida que será quase impossível não apelar às estrelas, se as sinto de olhos cintilantes...
    :-)
    obg amigo.
    beijinho!

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  4. A luz vigilante do farol, anseia por mar calmo... :-)
    beijinho AC!

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  5. maravilhoso...
    eu acho que as estrelas, mesmo sem apelo, rezam por nós. se não o fazem, é pecado.
    um beijo

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  6. Bem visto Rach!
    :-)
    ...nunca tinha pensado num céu pecador mas rendi-me à tua frase.
    beijos!

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