17.10.10

lantejoulas



prometi um acordar com a memória das estrelas
na sombra do lençol e na dobra da noite
a esperança de um corpo leve de cansaço
o silêncio rarefeito nas imagens
de passos e sabrinas
o disco de vinil sorrisos leves como tule
e as memórias de infãncia
fitas de lantejoulas para recordar

pensei pousar as mãos sobre a janela
e romper o horizonte
até às árvores da avenida
prometi-me ao dia
porque ao sol as promessas têm mais brilho
e o que fica no papel são rasgos de alegria
como o som de um riacho solto
e desenfreado entre pedras seculares
que escrevem uma história
a minha.

8 comentários:

  1. No brilho das promessas que fazemos ao dia,está a própria vida e com ela; a memória das estrelas, o som dos riachos, a sede de infância, a alegria e a certeza que é na dobra da noite que desenharemos uma nova promessa.

    ... Andy

    Sem muitas palavras, porque mas tiráste no que me escreveste há pouco, permite que te contacte por mail. O meu está no perfil.

    Beijinhos

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  2. Um belíssimo acordar, Andy!
    Continuo a gostar muito da tua escrita, a essas incursões interiores em constante busca de harmonia...

    Beijo :)

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  3. Linda promessa, e belo acordar...
    Gosto da tua poesia.
    Bjs

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  4. Andy,
    promessas dessas são boas.
    beijo

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  5. "e o que fica no papel são rasgos de alegria
    como o som de um riacho solto
    e desenfreado entre pedras seculares
    que escrevem uma história
    a minha."

    Lindo, tem que ler mais de uma vez, pra sorrir de novo...

    beijo!

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  6. "porque ao sol as promessas têm mais brilho" (lindo!); há promessas que ofuscam o sol com o brilho que delas próprias dimana.
    texto com luz e calor aquecendo o calor que sobra das horas esquecidas... e recorda, querida amiga: não há histórias fáceis de escrever ou de contar... é nos detalhes tantas vezes amarfanhados e lançados ao cesto dos papéis que se esconde o mel do favo (que tantas vezes julgámos estéril).
    um abraço!

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  7. Andy.
    Há um desafio à tua espera. tua presença +e imprescindível ;)
    beijo

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  8. Não pode passar de hoje, porque por vezes me falta tempo ao tempo para vos agradecer profundamente o vosso testemunho, a vossa presença com palavras tão reconfortantes, belas, certeiras.
    Não me canso de as ler, são sempre um sorriso a despontar a cada letra, e a certeza que os meus desabafos e palavras soltas ao vento seriam incompletas sem a vossa voz final.

    Abraço, Maria João, AC, Lilá(s), Em@, Márcia e Jorge!

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