
"Uma brisa nocturna e carregada de sal desatou a soprar. O dia começava a morrer. A espuma das ondas tornara-se quase vermelha, a água ardia. Beno sentiu-se envolto numa espécie de torpor que o cegava. Olhava o mar, pressentia-o mais do que, na verdade, o via. E tudo o que via, afinal, não era senão uma mancha azulada estendendo-se a perder de vista, metalizada e ondulante, onde o crepúsculo derramava breves incêndios..."
Al Berto
(prosa)
Bonito e bem ao teu estilo :)
ResponderEliminarBeijinho e bom fim de semana*
gosto muito de Al Berto, só conhecia alguma da sua poesia, estas férias de verão, na feira do livro de Sines, encontrei vários livros de prosa, trouxe este.
ResponderEliminarsempre bom ter-te por cá
beijinho e óptimo fim de semana!